 |
| Capitão da balsa que naufragou, Lee Joon-Seok, é visto ao chegar
à corte de Mokpo nesta sexta-feira (18). Ele foi preso na madrugada de
sábado (19) (Foto: Reuters/Yonh |
 |
| Parentes se amontoam em ginásio de Jindo à espera de notícias da vítimas do naufrágio (Foto: Kim Hong-Ji /Reuters) |
 |
| Adicionar legenda |
 |
| Barco se aproxima para ajudar no resgate da balsa naufragada (Foto: Yonhap/Reuters) |
O capitão e outros dois membros da tripulação da balsa que naufragou nesta quarta-feira (16) na
Coreia do Sul
foram presos na madrugada deste sábado (19) no país, ainda sexta-feira
(18) no horário do Brasil, segundo informa a agência sul-coreana Yonhap.
Lee Joon-Seok, capitão da embarcação, enfrenta cinco acusações,
incluindo negligência e violação do direito marítimo, destacou a
agência. Promotores acreditam que tanto o capitão como os dois
tripulantes infringiram a lei ao saírem do barco no início do resgate,
sem levar em conta a segurança da maioria dos 475 passageiros a bordo,
de acordo com a agência Efe.
A balsa que saiu de Incheon em direção à ilha Jeju naufragou na manhã
desta quarta-feira (16) na Coreia do Sul com 475 passageiros a bordo, a
maioria estudantes. Até agora, o número de mortos no acidente chega a
28. Além disso, o vice-diretor da escola sul-coreana Danwon, que
acompanhava alunos na viagem do barco que naufragou, cometeu suicídio,
disse a polícia nesta sexta. Foram resgatados 179 passageiros. Outas 268
pessoas seguem desaparecidas, segundo o último boletim das autoridades
citado pela agência A.
Um suboficial, e não o capitão, pilotava a balsa no momento da tragédia
em águas sul-coreanas há dois dias, informou a Justiça nesta
sexta-feira (hora local).
"Era o terceiro-tenente que estava no comando no momento do acidente",
declarou o procurador-geral Park Jae-eok, em entrevista coletiva. "O
capitão não estava no leme", revelou.
Violentamente criticado pelas famílias dos desaparecidos por abandonar a
embarcação quando centenas de passageiros estavam presos, o capitão Lee
Joon-seok estava na "na popa", acrescentou o procurador.
As causas do acidente ainda são desconhecidas. Vários passageiros
disseram ter ouvido um forte ruído, quando a balsa parou de repente.
Isso pode significar que o barco encalhou, batendo no fundo, ou que se
chocou contra algum objeto submerso.
Alguns especialistas também sugerem que a carga da balsa , que
transportava 150 veículos, tenha se deslocado e desequilibrado a
embarcação. O capitão garantiu que não bateu em rocha alguma.
Cercado pela imprensa na sede da Guarda Costeira, ele pediu desculpas
nesta quinta. "'Sinto muito, de verdade, pelos passageiros, pelas
vítimas e pelas famílias", declarou.
Vice-diretor se suicida
O vice-diretor da escola sul-coreana Danwon, que acompanhava os alunos
do ensino médio na viagem do barco que naufragou cometeu suicídio, disse
a polícia nesta sexta-feira (18). Kang Min-Gyu, de 52 anos, foi
encontrado morto enforcado pelo cinto em uma árvore que fica do lado de
fora do ginásio da cidade portuária de Jindo, onde parentes dos alunos
desaparecidos estão reunidos.
A polícia disse que Kang não deixou uma nota de suicídio e que eles
começaram a procurá-lo depois que ele foi dado como desaparecido por um
professor. Ele havia sido resgatado da balsa naufragada.
Mergulhadores estão lutando marés fortes e águas turvas para chegar ao
navio afundado, mas a probabilidade de encontrar algum sobrevivente é
mínima.
Na escola de Ansan, uma cidade industrial perto de Seul , muitos amigos
e familiares de desaparecidos reuniram-se em silêncio sombrio.