| A Força Aérea da Rússia possui quatro Ilyushin Il-80 de controle avançado (Foto – Max Bryansky) |
Rússia prepara avião para o “juízo final”
A Rússia está se armando até os dentes. A preocupação dos russos é tanta que o país decidiu desenvolver uma nova aeronave de controle aéreo avançado, que seria utilizada no caso de toda infraestrutura em solo ser destruída por uma guerra nuclear.A nova aeronave russa de controle avançado será desenvolvida pela empresa estatal Poliot e será a terceira geração desse tipo de aparelho desenvolvido no país. O fornecedor, porém, ainda não revelou detalhes sobre o projeto, que será iniciado em 2016. A única pista revelada foi que o avião vai melhorar sua capacidade de sobrevivência, o que deve incluir maior tempo de voo e novos equipamentos de comunicação.
Os novos aparelhos devem substituir os quatro Ilyushin Il-80 da Força Aérea da Rússia que atualmente são empregados nessa função, embora nunca tenha acontecido o conflito para o qual foram concebidos.
Nos Estados Unidos, essas aeronaves são chamados de “aviões do juízo final”. Sem uma base em solo segura após um conflito de grandes proporções, o avião poderia ser convertido em base política ou militar, enviando comandos para tropas na superfície.
O avião do juízo final dos EUA é o Boeing E-4B Nightwatch, uma versão militar do 747 com uma série de sensores e equipamentos de comunicação via satélite. O modelo americano pode permanecer no ar por uma semana ao ser reabastecido em voo.
Além disso, a aeronave de controle aéreo norte-americana tem proteções especiais para lidar com os efeitos de uma explosão nuclear.
-Assim como a Rússia, os EUA também anunciaram que vão modernizar a sua frota de aeronaves para o suposto fim do mundo.
O Boeing E-4B Nightwatch é o avião do “juízo final” dos EUA (USAF)
| O drone MQ-9 Reaper da Força Aérea dos EUA pode levar uma pesada carga de bombas (Foto – USAF) |
Para combater os drones de vigilância e ataque, uma empresa estatal de defesa da Rússia está desenvovimento uma “arma de micro-ondas” para neutralizar aeronaves não tripuladas, informou o noticiário Sputnik. A arma terá alcance de 10 km e um poder de fogo 360°.
A nova arma não vai destruir os drones, mas sim desativar seus equipamentos eletrônicos, cortando a linha de comunicação com sua base de controle e impedindo a coleta de dados ou mesmo o lançamento de armas.
A solução russa parece ser eficiente, mas sua aplicação pode não ser necessária. Drones utilizados pelas forças armadas dos Estados Unidos e Israel já foram alvos fáceis de mísseis anti-aéreas e aparelhos menores foram derrubados por fogo de metralhadoras.
Além disso, a desativação dos controles do drone pode trazer um novo problema e o objeto pode cair, por exemplo, sobre uma cidade.
Os EUA também estão desenvolvimento uma arma de micro-ondas, mas com uma abordagem exclusivamente terrestre. A ideia é criar um dispositivo capaz de desativar equipamentos eletrônicos dentro de um edifício fechado, como computadores e telefones.
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