terça-feira, setembro 16, 2014

ESTADOS UNIDOS:....Incêndios na Califórnia se alastram e deixam mais 1 mil desabrigados.

Avião ajuda no combate a incêndio na floresta de Fresh Pond, na Califórnia (Foto: Noah Berger/Reuters)
Avião ajuda no combate a incêndio na floresta de Fresh Pond, na Califórnia (Foto: Noah Berger/Reuters)


Mulher observa o que sobrou da casa dela após ser atingida por incêndio em Weed, na Califórnia (Foto: Rich Pedroncelli/AP)
Mulher observa o que sobrou da casa dela após ser atingida por incêndio em Weed, na Califórnia (Foto: Rich Pedroncelli/AP)


Equipes de emergência combatem cerca de uma dezena de incêndios florestais na Califórnia, nos Estados Unidos, nesta terça-feira (16), os quais forçaram milhares de pessoas a deixarem suas casas, danificaram ou destruíram mais de 100 edifícios e devastaram milhares de hectares de florestas secas.
Incendio California EUA  (Foto: Noah Berger/Reuters)
Incêndio na California (Foto: Noah Berger/Reuters
Em todo o estado mais de 1 mil pessoas tiveram de deixar suas casas. Em El Dorado County, incêndio alcançou 8,5 mil hectares de floresta. Mais de 250 casas foram evacuadas e moradores de outras 400 residências foram alertados da necessidade de deixarem o local. Aviões                                                                                   oram usados para ajudar a conter o fogo.
Três anos de secas na região mais populosa dos Estados Unidos forçaram os fazendeiros a deixarem seus campos sem cultivo e tornaram as comunidades dependentes de águas de poço, com arbustos secos servindo de combustível para incêndios florestais frente a um calor de 38°C, segundo a agência Reuters.
Estava previsto que a temporada de incêndios florestais deste ano, que tipicamente vai de maio a outubro, seria a mais destrutiva já registrada, de acordo com o Departamento de Florestas e Proteção contra Incêndios da Califórnia.



Temporada de fogo pode ser a mais destrutiva dos últimos anos.
Bombeiros usam aviões para tentar conter o fogo.

Num balanço das autoridades, consta que cerca de 140 hectares ao norte do Estado foram queimados, mais de 100 prédios foram destruídos ou danificados e mais de 1.000 pessoas deixaram suas casas em três pequenas comunidades.
Paralelamente, um grande incêndio declarado na semana passada segue avançando no Parque Nacional de Yosemite, perto do Half Dome, uma pedra de mais de 1.400 metros que constitui uma das atrações mais icônicas do parque, e arrasou quase dois mil hectares, embora hoje os bombeiros tenham conseguido conter 80% do fogo.
A Califórnia vive em 2014 a pior temporada de incêndios dos últimos anos e até agora já foram registrados mais de 4.641 focos de incêndio no estado. Nessa mesma época do ano passado, foram registrados 600 focos a menos.
As altas temperaturas deste verão em vários pontos da geografia californiana, junto a fortes ventos que sopram de maneira pontual e, principalmente, a seca crônica que arrasa a Califórnia há três anos, são os principais responsáveis de um dos anos mais nocivos para a floresta californiana.

CORRUPÇÃO BRASIL:....MP denuncia quadrilha de roubos a carros e residências em Porto Alegre.

Operação Ostentação quadrilha Porto Alegre RS (Foto: Reprodução/Polícia Civil)
Operação Ostentação prendeu quadrilha no fim de
julho (Foto: Reprodução/Polícia Civil)




Policial militar e outras 20 pessoas integram a denúncia do órgão.
Grupo agia na Zona Sul e foi desarticulado em julho deste ano.

O Ministério Público denunciou uma policial militar e outras 20 pessoas por tentativa de homicídio, roubo a veículos, corrupção de menores, assaltos a residências e lojas, receptação, clonagem de veículos e tráfico de drogas. A quadrilha agia na Zona Sul de Porto Alegre e teve 22 integrantes presos em julho na Operação Ostentação, da Polícia Civil. Ao menos 35 pessoas teriam sido atingidas pelo grupo.
A denúncia é assinada pela promotora Guacira Almeida Martins. Entre os denunciados está a policial militar Raila Graciel Ferraz Saraiva, namorada de um dos chefes da organização, Gustavo Maineri da Silva. Entre março e julho deste ano, Raila era responsável por informar a quadrilha os locais de patrulhas da Brigada Militar.
As investigações mapearam as atividades da quadrilha desde 2013 e identificaram que um dos integrantes foi reconhecido como autor de 17 crimes, entre roubo de carros e assaltos a residências. Nas redes sociais, o grupo exibia o dinheiro obtido com atividades ilícitas, armas e até desafiavam as autoridades.

Operação Ostentação quadrilha Porto Alegre RS (Foto: Reprodução/Polícia Civil)
Operação Ostentação quadrilha Porto Alegre RS (Foto: Reprodução/Polícia Civil)

Entenda
Desencadeada no dia 29 de julho, a operação contou com 300 policiais civis. No total, foram cumpridos 52 mandados de busca e apreensão e 31 mandados de prisão em Porto Alegre e na Região Metropolitana. Porém, nove bandidos que aparecem nas fotos continuam foragidos.
De acordo com a polícia, a especialidade do bando era roubo de carros. “Cada carro roubado era vendido pelo valor de R$ 2 a R$ 3 mil. Eles chegaram a roubar em um final de semana, na verdade em um dia, num sábado, 14 veículos”, afirma o delegado Luciano Peringer.
Todas as ações aconteciam de forma rápida e sempre da mesma maneira. Imagens feitas por câmeras de segurança flagraram um dos roubos. No vídeo, uma família aparece entrando no carro. Logo em seguida, outros dois carros chegam em alta velocidade. Os bandidos saltam e ordenam a retirada dos passageiros. Eles entram e arrancam com o automóvel roubado.
Desta vez ninguém saiu ferido. Entretanto um policial militar que foi rendido pelos bandidos durante um assalto chegou a levar dois tiros ao tentar reagir. "Eu ouvi que ele falou assim: 'Atira e mata, que é polícia'. Ele encostou o revólver no pescoço e efetuou o disparo. E, mesmo assim, eu caído, ele me deu mais um tiro na cabeça”, ele lembra.
Além de carros, os bandidos também assaltavam casas, lojas e até um banco, de onde foram levados cerca de R$ 280 mil. Tudo que conseguiam levar ia parar nas redes sociais. Os criminosos faziam questão de postar fotos mostrando o fruto dos roubos: joias, armas, relógios de ouro e muito dinheiro.
Um deles aparece botando fogo em várias notas de R$ 100. Nem o gato de um dos bandidos escapou, com um cordão de ouro e deitado numa cama de notas de dólares. A ousadia era tanta que um deles aparece vestindo uma camisa da polícia com o comentário: “Eu sou a lei”.
Foi justamente tanta ostentação que ajudou a polícia a identificar os criminosos. Uma das vítimas reconheceu os objetos roubados pelas postagens na internet. “este relógio é meu e aquele monitor também”, diz ela, apontando para a foto. “Na outra foto o mesmo criminoso estava utilizando o meu antigo relógio. E comecei a acompanhar o dia a dia deles. É um diário do crime. É muita ostentação”, acrescenta a vítima.

segunda-feira, setembro 15, 2014

CORRUPÇÃO:....Mensagens de telefone ligam diretor da Casa de Detenção a criminosos.


Claudio Barcelos cobrava dinheiro para liberar presos em São Luís.
Diretor de presídio de Pedrinhas era monitorado há três meses, diz polícia.

Uma série de mensagens interceptadas pela Polícia Civil comprovam a ligação entre criminosos e o diretor da Casa de Detenção do Complexo de Pedrinhas, Claudio Henrique Bezerra Barcelos. Nesta segunda-feira (15), ele foi preso preventivamente por suspeitas de receber dinheiro para facilitar fugas e saídas de detentos da unidade prisional.
A Casa de Detenção (Cadet) é uma das sete unidades do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, que também é formado pelo presídio feminino, Centro de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ), Presídios São Luís I e II, Triagem, e Centro de Detenção Provisória (CDP). O Complexo é conhecido internacionalmente pelos problemas de segurança causados por fugas e mortes, e também foi palco de brigas de facções, com presos decapitados. Somente na Casa de Detenção, nos últimos 11 meses, 10 detentos morreram no local e pelo menos 20 ficaram feridos após briga entre facções criminosas.
Segundo a Polícia Civil, o diretor do presídio era investigado há três meses e foi descoberto que ele mantinha um esquema para colocar os presos em liberdade e mantê-los soltos o tempo que eles precisassem. Quanto maior o tempo na rua, maior o preço cobrado.Penitenciária de Pedrinhas, em São Luís (Foto: Divulgação/CNJ)
Ainda de acordo com a Polícia Civil, uma quadrilha de assaltantes chegou a pagar R$ 300 mil para sair da cadeia e ir embora de vez. Imagens do circuito interno de Pedrinhas mostraram a quadrilha inteira indo embora. A autorização para a saída era feita com um documento falso, assinado pelo diretor. Mas para o sistema carcerário, os detentos continuavam presos.
Segundo o delegado que preside o inquérito, André Gossain, Barcelos admitiu ter liberado quatro presos, mas nenhum por dinheiro em troca. "Ele afirma que eram detentos de boa conduta, e que também autorizava saídas temporárias, mas que ficava monitorando os beneficiados. Concidentemente, um dos presos voltava para o presídio quando o diretor era preso. Vamos ouví-lo agora", afirmou o delegado.
Detento prometeu a diretor que voltaria à Casa de
Detenção (Foto: Reprodução/TV Mirante)
Mensagens de telefone trocadas entre o diretor e os fugitivos, interceptadas com autorização da Justiça, revelam uma cumplicidade entre eles. Em uma delas, o diretor pede para o detento retornar à unidade prisional porque haveria uma recontagem dos presos. Ele promete um emprego na portaria para o fugitivo. Em outra mensagem, um preso diz que está na Bolívia e que não pretende mais voltar.
Já em outra mensagem, um preso diz que ‘dá a palavra dele de que vai voltar’. Outra mensagem mostra que um detento pede o número da conta do diretor, e diz que vai ‘mandar uma ideia’, que segundo a polícia quer dizer dinheiro. “Deve haver outros funcionários. A gente tem quase a certeza e vamos chegar a essas outras pessoas que também participavam dessa fraude, e essas pessoas serão responsabilizadas”, afirmou o superintendente de investigações criminais da Polícia Civil, delegado Luís Jorge (veja vídeo acima).
Barcelos respondia pela direção da unidade prisional há oito meses. Nesse período, dois inquéritos foram abertos, também por suspeitas de facilitação em fugas de detentos. Antes de ser diretor da Casa de Detenção foi assessor jurídico do Centro de Detenção Provisória de Pedrinhas (CDP); da Secretaria-adjunta de Justiça; e assessor jurídico da Casa de Detenção.
Após a prisão de Barcelos, a Sejap escolheu um substituto. O novo titular da Casa de Detenção, Pastor Noleto, como é conhecido, era o diretor do Centro de Triagem, também em Pedrinhas. O substituto para a direção da Triagem ainda não está decidido, de acordo com o secretário de Estado de Justiça e Administração Penintenciária (Sejap), Sebastião Uchoa.
 
 nvestigações
Cláudio Barcelos foi preso na manhã desta segunda-feira (15) após policiais cumprirem cumpriram mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em seu escritório e sua residência. As investigações contra o diretor foram iniciadas em junho, quando a Superintendência de Investigações Criminais (Seic) começou a perceber que presos que deveriam prestar depoimentos em audiências não compareciam porque haviam fugido, sem sequer a informação constar no sistema penitenciário. De acordo com o superintendente da Seic, Luís Jorge, as fugas não ocorreram coletivamente.
“A maioria dos detentos que fugiram da Cadet era assaltantes. Começamos a ver que bandidos que não tinham família aqui eram beneficiados com saídas temporárias de datas comemorativas e não retornavam, por exemplo. As fugas normalmente eram pela porta da frente, com alvará falso, ou de outros processos. Percebemos que tinha gente de dentro facilitando, pois era amador demais”, afirmou o superintendente.
As suspeitas ganharam maior sustentação há cerca de 20 dias, quando três homens que assaltaram um carro-forte em Sítio Novo, MA, fugiram. “Eles são de alta periculosidade. Fomos no sistema e vimos que eles estavam ativos, como se ainda estivessem presos. O diretor tomava decisões sem o conhecimento da Vara de Execuções Penais. Dava a sentença dos presos como se fosse o próprio juiz. Temos informações de que outros negociavam passar um fim de semana fora, uma semana fora, e depois voltavam. Ele ligava para os presos avisando para retornar, pois teria recontagem”.