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| Bandeiras do Brasil e do Rio foram hasteadas pelo Bope |
Orgulhosa'
A moradora Ana Lúcia Nunes, que vive na comunidade há 40 anos e teve a
bandeira hasteada em sua casa, comemorou. "É importante, fiquei
orgulhosa de ter a bandeira na minha casa. Eu não esperava. Vai ser bom
ter a UPP aqui também", afirmou Ana.
Homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Batalhão
de Choque, e do Batalhão de Ação com Cães permanecem na comunidade.
Segundo o coronel Frederico Caldas, relações públicas da PM, a ação
representa o fechamento do cerco na Zona Sul da cidade, que é um
importante ponto turístico do Rio.
“A vinda do papa e o aumento o fluxo turístico explica a nossa entrada.
O que acabou contribuindo para a ocupação foram os delitos ainda que
estavam ocorrendo na região. O serviço de inteligência mostrava que os
marginais estavam se refugiando aqui. Agora, eles perderam do
território”, afirmou o coronel Frederico Caldas, destacando que trinta
minutos foram suficientes para fazer a ocupação.
Apreensões
Até as 9h30, o Bope havia apreendido 3 kg de maconha,100 balas de
fuzil, rádios transmissores e carregadores. O material foi encontrado
por homens do Bope dentro de uma mochila em um terreno baldio. Por volta
do mesmo horário, ninguém havia sido preso.
Duas comunidades vizinhas, Guararapes e Vila Cândida, também foram
ocupadas. As três favelas ficam no morro entre as duas galerias do Túnel
Rebouças.
Segundo o major Busnello, do Bope, que comandou a ocupação nas
comunidades, o terreno está completamente dominado. "A comunidade agora
passa para a segunda fase, que é a instalação da nossa base", afirmou o
major, ressaltando que é fundamental que a população colabore e envie
informações para o disque-denúncia ou para as redes sociais do Bope
(twitter e facebook).
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| Bope conduziu a imprensa internacional na ocupação da comunidade do Cerro-Corá. |
A favela fica próxima ao acessos ao Cristo Redentor, em rota que terá
aumento de visitantes e deve ter a passagem do Papa na Jornada Mundial
da Juventude, em julho. No início de abril, uma van com um grupo de
turistas alemães foi assaltada na Estrada da Paineiras e o fato teve repercussão mundial.
Até as 10h, não havia registro de troca de tiros no local e moradores
circulavam tranquilamente pela comunidade. "Aqui é muito tranquilo, é um
recanto de turistas. Aqui, à noite, as pessoas se reúnem para um
pagodinho. Eu nasci e fui criada na comunidade. Moro aqui há 54 anos",
contou a professora Marisa Jorge.
Mais de 30 UPPs
Inspiradas em experiência de Medelín, na Colômbia, o programa do
governo do estado que deu origem às UPPs começou dezembro de 2008, com a
instalação da primeira unidade, no Santa Marta, em Botafogo, Zona Sul.
Desde então, 32 UPPs já foram implantadas, com mais de 8 mil policiais, e
a previsão é de que, até 2014, sejam mais de 40 unidades, e equipe de
12,5 mil.
A
última ocupação foi em 3 de março,
nas comunidades do Caju e Barreira do Vasco, que tiveram a UPP
instalada em 12 de abril, como parte de uma estratégia para entrar no
Conjunto de Favelas da Maré, uma das regiões de maior atuação do
tráfico.
As UPPs em operação abrangem 222 comunidades e beneficiam mais de 1
milhão de pessoas das áreas pacificadas. Até 2014, serão beneficiadas
outras comunidades, abrangendo mais 860 mil moradores das Zonas Norte e
Oeste do Rio, Baixada Fluminense e outras cidades com grande
concentração urbana. Além disso, a Polícia Militar criou um banco de
talentos para identificar policiais com formação em outras áreas de
conhecimento, que possam agregar mais qualidade ao serviço prestado às
comunidades.